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PDM de Castelo Branco: zonamento, condicionantes e o que se pode construir

Em vigorRegulamento do PDM de Castelo Branco - 8.a Alteracao 2017 (Republicacao Integral)
Documento oficial (DRE)Verificado pelo Foral a 7 de outubro de 2026

Posso construir em terreno rústico em Castelo Branco?

Cerca de 96% do território de Castelo Branco é solo rústico. Isso não significa que nunca se possa construir, mas a habitação nova está em regra muito condicionada e muitas vezes interdita, salvo excepção no PDM (aglomerado rural, habitação agrícola, reconstrução). RAN, REN, áreas protegidas, zonas inundáveis ou perigosidade de incêndio podem ainda impedir o que o plano admitiria. Confirme a classe na planta — não só a caderneta predial — e, em caso de dúvida, apresente um PIP junto da Câmara.

Analisar um terreno concreto →

Leitura indicativa com base no corpus oficial ingerido pelo Foral. Não substitui o licenciamento, o PIP nem o parecer da Câmara Municipal.

Classificação do solo (rústico e urbano) de Castelo Branco, da Carta de Uso e Ocupação do Solo (CRUS) da DGT
Classificação do solo de Castelo Branco pela Carta de Uso e Ocupação do Solo (CRUS) da Direção-Geral do Território, recortada ao limite do concelho · Verificado em 7 de outubro de 2026

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Condicionantes sobre o concelho

Condicionantes nacionais

Camadas da Direção-Geral do Território (DGT) sobre o limite municipal.

  • RAN — Reserva Agrícola Nacional6.2%
  • REN — Reserva Ecológica Nacional (areal)0.0%
  • ZPE — Zona de Proteção Especial8.7%
  • ZEC — Zona Especial de Conservação0.8%
  • Perigosidade de incêndio rural (alta e muito alta)30.9%

O que diz o regulamento do PDM

Resumo automático do regulamento do PDM, a partir do documento oficial. Não substitui a leitura do regulamento nem o parecer da Câmara Municipal.

Usos e classes de espaço

O regulamento define que cada tipo de zona tem usos preferenciais e limites específicos; abaixo estão os usos mais relevantes para quem compra ou constrói.

  • Espaço urbano — Nas áreas urbanas e urbanizáveis estão admitidos usos residenciais, comércio, serviços e equipamentos, sendo proibidas atividades consideradas incompatíveis com a habitação pela Câmara; o perímetro urbano e usos aparecem na planta de ordenamento.(art. 26; art. 28; art. 30)
  • Espaço rural — No espaço rural são permitidas habitações e edificação de apoio destinadas a agricultores e trabalhadores permanentes, equipamentos turísticos e instalações de apoio às atividades agrícola, pecuária e florestal, salvo exceções previstas.(art. 50; art. 52)
  • Reserva Agrícola Nacional (RAN) — Os solos classificados como RAN são para uso agrícola exclusivo; construções e ações que diminuam as potencialidades agrícolas são, em regra, interditas, salvo exceções sujeitas a parecer prévio da comissão regional.(art. 17; art. 54)
  • Espaços industriais — As unidades industriais devem localizar‑se nas áreas reservadas para indústria e, em regra, exigem plano de pormenor; é obrigatória ligação a sistemas de tratamento de efluentes antes de laborarem.(art. 39; art. 40)
  • Indústrias extrativas — Em áreas de exploração de inertes só são permitidas as instalações de apoio e, excecionalmente, uma habitação de apoio ao guarda limitada a 140 m2 e um piso.(art. 63; art. 14)
  • Albufeiras (Santa Águeda e Pisco) — A zona terrestre de proteção das albufeiras tem níveis de proteção próprios; loteamento é interdito e só são admitidas, em regra, obras de conservação, reconstrução e infraestruturas de apoio previstas no regulamento.(art. 15; art. 65; art. 66)
  • Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) — Na área do PNTI há usos proibidos (ex.: alguns tipos de indústria, prospeção/extracção, parques eólicos) e muitos atos dependem de parecer/autorização do ICNF; as tipologias e níveis de proteção estão definidos na planta de ordenamento.(art. 72; art. 73; art. 74)

Edificabilidade e parâmetros

O regulamento indica limites de construção (número de pisos, áreas e alturas) por tipo de zona; abaixo estão os limites práticos mais relevantes.

  • Número máximo de pisos — O número máximo de pisos acima do solo é fixado por planos de urbanização; sem planos, há valores máximos por aglomerado (ex.: Alcains 4 pisos, Cebolais/Retaxo 3, restantes sedes 2, restantes áreas 2).(art. 32)
  • Coeficiente de ocupação (COS) — O COS é definido nos planos de urbanização e, na falta deles, há limites máximos por aglomerado (ex.: Alcains COS ≤ 0,65, Cebolais/Retaxo ≤ 0,65, outras sedes ≤ 0,50), com algumas majorações excecionais previstas.(art. 33; art. 37)
  • Áreas urbanizáveis — Nas áreas urbanizáveis (Castelo Branco, Alcains, Cebolais/Retaxo) o número máximo de pisos para novas construções é de três e os COS máximos, na falta de planos, são COS ≤ 0,40.(art. 36; art. 37)
  • Espaços industriais — limites — Para loteamentos industriais o COS máximo é 0,35, cércea máxima 8 m (salvo instalações técnicas justificadas) e percentagem máxima de impermeabilização 60%; em lotes sem alvará o COS pode subir a 0,50 com outras limitações de altura e forma.(art. 40)
  • RAN — limites na rural — Nas áreas da Reserva Agrícola Nacional a habitação deve ocupar máximo 250 m2 de terreno e a altura máxima é 6,5 m (em regra dois pisos para habitação); coeficiente para não habitacional é baixo (0,05), e serviços de água/esgotos são autónomos salvo acordo em contrário.(art. 55; art. 17)
  • Albufeiras e PNTI — limites — Nas zonas de proteção das albufeiras e no PNTI há regras específicas: em alguns espaços só se admitem obras de conservação ou pequenas ampliações (ex.: +25 m2), e no PNTI podem ser fixados limites como 200 m2 para habitação e cércea máxima de 6,5 m para novas edificações quando autorizadas.(art. 69; art. 70; art. 82)

Condicionantes e servidões

Existem muitas servidões e restrições que podem impedir ou complicar obras; aqui estão as mais frequentes que interessam a quem vai construir ou comprar.

  • Servidões rodoviárias — Itinerários principais (IP) têm faixas non aedificandi de 50 m para cada lado do eixo (nunca menos de 20 m da zona da estrada) e itinerários complementares têm 35 m (nunca menos de 15 m), aplicando‑se também regras para estradas municipais.(art. 5; art. 6; art. 7)
  • Servidões ferroviárias — Há faixas de proteção non aedificandi de 50 m ao longo da linha da Beira Baixa (pode descer para 25 m dentro de perímetros urbanos para novas construções), com exceções após parecer da CP.(art. 9)
  • Linhas eléctricas — As faixas de proteção para linhas de média/alta tensão são definidas por escalões (por exemplo 50 m para linhas de 60 kW, 20 m para inferiores) e são proibidas plantações que prejudiquem a exploração das linhas.(art. 11)
  • Águas e albufeiras — As albufeiras de Santa Águeda e Pisco têm zonas terrestres de proteção de 500 m contadas a partir do NPA (cotas indicadas no regulamento) e essas zonas têm regimes específicos que limitam construções e usos.(art. 15; art. 66)
  • Património cultural — Edifícios e zonas classificadas têm zonas de proteção de 50 m e obras em imóveis classificados exigem aprovação do Instituto do Património e parecer prévio para intervenções na envolvente.(art. 22)
  • ETAR — proteção — A instalação da ETAR cria uma faixa de proteção de 400 m na qual não será permitida a construção de habitação.(art. 49)
  • Indústrias extrativas — defesa — As explorações de pedreiras têm zonas de defesa entre 50 m e 500 m a partir do limite das áreas de exploração, conforme a legislação específica.(art. 14)
  • Parque Natural — restrições — No PNTI existem proibições expressas (ex.: prospeção/extracção, parques eólicos, certos tipos de indústria) e muitos atos estão sujeitos a parecer ou autorização do ICNF, reduzindo o âmbito de intervenção possível.(art. 72; art. 73)

Procedimentos e execução

O regulamento aponta que muitas obras e usos exigem planos, pareceres ou autorizações prévias; abaixo os passos mais comuns que podem ser exigidos.

  • Planos de pormenor obrigatórios — Em áreas urbanizáveis e em áreas urbanas a recuperar são exigidos planos de pormenor antes de se licenciar novas construções, pelo que não se pode construir sem esses planos nessa tipologia de terrenos.(art. 35; art. 36)
  • Pareceres de tutela — Obras em imóveis classificados exigem aprovação do Instituto do Património, e na área do PNTI muitos atos carecem de parecer vinculativo ou autorização do ICNF quando legalmente exigido.(art. 22; art. 73)
  • Licenciamento industrial — A instalação de indústrias necessita de licenciamento nas áreas indicadas, execução prévia de plano de pormenor para áreas industriais e, quando necessário, estudos de impacte ambiental e sistemas de tratamento de efluentes.(art. 39; art. 40)
  • Processo de urbanização e edificação — Algumas operações e obras seguem o Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (RJUE) ou exigem a tramitação prevista na lei, incluindo licenças municipais e, quando aplicável, audições de entidades regionais.(art. 6-A; art. 35)
  • Casos omissos — As situações não contempladas no regulamento serão decididas caso a caso pelo Presidente da Câmara, segundo o próprio texto.(art. 83)

Definições e classificação do solo

Alguns termos técnicos são definidos no regulamento; resumo as definições úteis para perceber restrições e permissões.

  • Centro de educação ambiental — Infraestrutura destinada a informar visitantes sobre a área envolvente da albufeira, com material didático, vídeos e equipamentos informáticos.(art. 3)
  • Nível de pleno armazenamento (NPA) — Cota máxima de armazenamento de água na albufeira — por exemplo 385 m para Santa Águeda e 498,6 m para o Pisco, usada para delimitar o plano de água.(art. 3)
  • Plano de água — Toda a área que pode ser ocupada pela albufeira até ao NPA, usada para definir zonas de proteção.(art. 3)
  • Pontão flutuante/embarcadouro — Plataforma flutuante para acostagem de embarcações, normalmente com passadiço de ligação à margem.(art. 3)
  • Arraiais — Conjunto próximo de espaços e edificações rurais (habitação, agrícolas, pecuárias) que se constituem como assento de lavoura.(art. 3)
  • Construção preexistente — Edificação legal cujo estado de conservação permite identificar tipologia, área e volumetria, usada para avaliar obras e ampliações permitidas.(art. 3)
  • Reserva Ecológica e Agrícola — A Reserva Ecológica Nacional e a Reserva Agrícola Nacional são classes cartografadas e os usos nelas estão condicionados pela legislação específica mencionada no regulamento.(art. 16; art. 17)

Parâmetros e regras confirmados

Regras e valores que o Foral confirmou a partir do regulamento, cada um com o artigo de origem.

  • Prazo para cumprimento relacionado com o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial60 dias
    Artigo 121.º
  • zona terrestre de proteção — largura500 m
    Âmbito: Albufeiras de Águas Públicas de Santa Águeda e PiscoArtigo 15.º

Abrir o regulamento oficial (DRE)

Classes de solo e regras de habitação nova

ClasseSoloHabitação novaArtigosParâmetros
Espaços agrícolas ou agro-pastorisRústicoPor confirmarart. 17, art. 52, art. 61—

Perguntas frequentes

Pode-se construir em solo rústico em Castelo Branco?

Não automaticamente. A habitação nova em solo rústico está em regra muito condicionada e, em classes agrícolas ou florestais, muitas vezes interdita — salvo excepção no PDM de Castelo Branco (aglomerado rural, habitação ligada à exploração agrícola, turismo no espaço rural, reconstrução de pré-existência). RAN, REN, áreas protegidas, zonas inundáveis ou perigosidade de incêndio podem ainda impedir o que o PDM admitiria. Um anúncio a dizer que «é possível construir» não substitui a planta nem o PIP na Câmara Municipal.

Este PDM está em vigor?

A operatividade que se mostra vem do instrumento legal ingerido, não do estado de um procedimento de revisão. Confirme sempre na fonte oficial.

Como se sabe a classe de um terreno concreto?

Estas páginas descrevem o concelho. A caderneta predial não chega: um prédio rústico na matriz não é solo rústico no PDM. Utilize o Explorar com o ponto exacto, cruze-o com o regulamento e, para uma pretensão concreta, apresente um PIP à Câmara Municipal de Castelo Branco.

As taxas de urbanismo estão nesta página?

Não. Os prazos e taxas municipais verificados estão na página de taxas do Observatório.

Como ser avisado se o PDM mudar?

Utilize o Vigiar um terreno para acompanhar alterações à volta de um ponto. O Foral avisa quando há sinais relevantes nas fontes oficiais.

O que posso construir num terreno em Castelo Branco?

Depende da classe de espaço da parcela na planta de ordenamento e das regras do regulamento do PDM de Castelo Branco. Em solo urbano admite-se habitação e outros usos, dentro dos parâmetros da classe (área, altura, afastamentos, índices). Em solo rústico o uso é mais restrito e a habitação nova está muitas vezes condicionada ou interdita. Só a leitura da parcela concreta na planta, cruzada com o regulamento e as condicionantes, confirma o que é possível.

Quanto posso construir num terreno em Castelo Branco?

A capacidade de edificação — índices de utilização e de ocupação, altura e afastamentos — é definida pelo regulamento do PDM para a classe de espaço da parcela. Estas páginas indicam, quando confirmados, os parâmetros por classe; para uma parcela concreta esses valores confirmam-se na planta e no regulamento e, formalmente, num pedido de informação prévia (PIP) à Câmara de Castelo Branco.

Qual a diferença entre solo urbano e solo rústico em Castelo Branco?

O solo urbano destina-se à urbanização e à edificação; o solo rústico protege usos agrícolas, florestais, naturais ou de risco, e a edificação é excepcional. Um terreno pode estar em qualquer dos dois no PDM, independentemente do que consta na caderneta predial. A classe concreta lê-se na planta de ordenamento, não na matriz fiscal.

Quais são as condicionantes mais comuns em Castelo Branco?

As condicionantes com mais expressão são a Reserva Agrícola Nacional (RAN), a Reserva Ecológica Nacional (REN), as áreas da Rede Natura 2000, as zonas inundáveis e a perigosidade de incêndio rural. Esta página mostra a percentagem de cada uma sobre Castelo Branco quando a cartografia o permite — caso contrário omite o número em vez de o inventar.

Como peço um pedido de informação prévia (PIP) na Câmara de Castelo Branco?

O PIP submete-se à Câmara Municipal de Castelo Branco, em regra pelo balcão do urbanismo ou pelo portal municipal, com a identificação do prédio e a descrição da pretensão. A resposta indica se a obra é viável e com que parâmetros. É a via formal para confirmar o que se pode construir antes de avançar com um negócio ou um projecto.

Posso legalizar ou reconstruir uma casa em solo rústico em Castelo Branco?

Um edifício com existência legal comprovada pode, consoante o PDM de Castelo Branco, ser objecto de reabilitação ou reconstrução em condições por vezes mais acessíveis do que uma construção de raiz. A legalização de obras sem título depende do regulamento e das condicionantes aplicáveis. Confirme sempre junto da Câmara, de preferência por PIP.

Como se reclassifica um terreno rústico para urbano em Castelo Branco?

A reclassificação de solo rústico para urbano é uma decisão da Câmara Municipal no âmbito do plano, sujeita a condições estritas do RJIGT (desde 2025, em regra, contiguidade com solo urbano e uma componente de habitação acessível ou pública). Não é um direito do proprietário nem se obtém por um pedido individual de construção.

Onde vejo a planta de ordenamento do PDM de Castelo Branco online?

Esta página reúne a planta de ordenamento — ou o limite do concelho, quando a cartografia de classes ainda não está ingerida —, as condicionantes e o regulamento do PDM de Castelo Branco, a partir das fontes oficiais. Para o documento original, siga a ligação ao Diário da República (DRE).