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Alfândega da Fé PDM: zoning, constraints and what may be built

Operativity still to be confirmedRegulamento do PDM de Alfandega da Fe - 2.a Revisao (2025)
Official document (DRE)Verified by Foral on 31 August 2026

Can I build on rustic land in Alfândega da Fé?

About 98% of the territory of Alfândega da Fé is rustic land. That does not mean one may never build, but new housing is as a rule tightly restricted and often prohibited unless the PDM makes an exception (rural settlement, a farmhouse, reconstruction). RAN, REN, protected areas, flood zones or rural fire hazard can still block what the plan would admit. Confirm the class on the map — not only the caderneta predial — and, if in doubt, file a PIP with the Câmara.

Analyse a specific plot →

Indicative reading based on the official corpus ingested by Foral. It does not replace licensing, a PIP or an opinion from the Câmara Municipal.

Land classification (rustic and urban) of Alfândega da Fé, from the DGT Land Use and Occupation Chart (CRUS)
Land classification of Alfândega da Fé from the Land Use and Occupation Chart (CRUS) of the Directorate-General for Territory, clipped to the municipal boundary · Verified on 31 August 2026
  • Legend
  • Rustic land
  • Urban land
  • Other classes

Open this concelho in Explore

Constraints over the concelho

National constraints

Layers from the Directorate-General for Territory (DGT) over the municipal boundary.

  • RAN — National Agricultural Reserve40.6%
  • REN — National Ecological Reserve (areal)63.3%
  • SPA — Special Protection Area (ZPE)7.9%
  • SAC — Special Area of Conservation (ZEC)6.5%
  • Rural fire hazard (high and very high)47.1%

What the PDM regulation says

Automatic summary of the PDM regulation, from the official document. It does not replace reading the regulation or an opinion from the Câmara Municipal.

Definitions and land classification

O regulamento adopta conceitos e definições especificados no anexo I e define a composição documental do PDM que integra plantas, anexos e relatórios.

  • O PDM integra regulamento, anexos I a VI, plantas de ordenamento e condicionantes e relatórios (relatório de fundamentação, ambiental, programa de execução, entre outros).(art. 3)
  • Os conceitos, definições, siglas e acrónimos utilizados são os constantes do anexo I.(art. 2)

Uses and land classes

O regulamento tipifica usos dominantes, complementares e compatíveis e define categorias de espaço com vocações específicas, aplicando requisitos de compatibilização e a prevalência das servidões.

  • Cada categoria/subcategoria de espaços tem um conjunto de usos dominantes e admite usos complementares ou compatíveis condicionados por requisitos previstos no regulamento.(art. 12)
  • A viabilização de usos exige cumprimento cumulativo de condições do prédio, requisitos de compatibilização, condições específicas para categorias e respetivas disposições legais e servidões.(art. 13)
  • São elencadas razões de incompatibilidade (risco para saúde, emissões, ruído, perturbação do trânsito e outras) e o regulamento exige medidas legais ou regulamentares quando aplicáveis.(art. 14)
  • O solo rústico admite usos complementares relacionados com a exploração agrícola, florestal e de recursos, bem como equipamentos e atividades previstas nos capítulos específicos.(art. 21; art. 23)
  • Categorias especiais identificadas: espaços naturais e paisagísticos, espaços florestais, espaços agrícolas, espaços de ocupação turística, espaços de equipamentos e espaços de atividades económicas, cada uma com caracterização própria.(art. 25; art. 27; art. 29; art. 40; art. 42; art. 53)

Building capacity and parameters

O regulamento fixa índices, pisos máximos, alturas de fachada e regras de contagem de pisos e áreas aplicáveis consoante a categoria de solo e operação urbanística, com parâmetros específicos para solo rústico e urbano.

  • Os índices de utilização do solo (IU) e parâmetros como número máximo de pisos acima da cota de soleira, dimensão vertical de fachada e regras de contagem de pisos são aplicados conforme categoria e anexos.(art. 17; art. 31)
  • Em solo rústico, para edifícios de apoio directo a actividades agrícolas aplica-se IU máximo de 0,6 m2/m2, até 2 pisos e fachada até 7 m; para transformações IU de 0,2 m2/m2 e outros limites previstos para turismo, parques de campismo, hotéis e habitação admissível.(art. 31; art. 32; art. 33; art. 34; art. 37)
  • No solo urbano, a edificabilidade concreta máxima resulta da soma de parcela na faixa de 30 m e remanescente, sendo aplicáveis mecanismos perequativos e regras de colmatação e cérceas para integração urbana.(art. 48; art. 45)
  • Edificabilidade de equipamentos e infraestruturas e edifícios associados tem limites gerais (ex.: até 2 ou 3 pisos e fachadas com alturas indicadas), salvo exceções justificadas.(art. 67; art. 35)
  • O regulamento prevê mecanismos perequativos da edificabilidade, incluindo ‘edificabilidade média do plano’ e mecanismos de cedência de áreas e repartição de custos de urbanização.(art. 88; art. 90; art. 91)

Constraints and easements

O plano exige observância de servidões administrativas, condicionantes naturais, patrimoniais e de redes viárias, integrando reserva ecológica e agrícola e proteção de captações e património arqueológico.

  • Servidões administrativas e restrições de utilidade pública identificadas no anexo II devem ser observadas e prevalecem sobre disciplina de uso quando mais restritivas; omissões na planta de condicionantes não invalidam disposições escritas.(art. 4)
  • Integram condicionantes a Estrutura Ecológica Municipal, RAN e REN, áreas da Rede Natura 2000, áreas de proteção de aquíferos, leitos e margens de cursos de água e albufeiras.(art. 63; art. 25)
  • Património arqueológico e arquitectónico sujeitam intervenções a comunicação, vistorias ou medidas de salvaguarda e as áreas de proteção patrimonial estão identificadas em anexos.(art. 11; art. 75; art. 76)
  • Condicionamentos relativos à rede rodoviária (acessos, afastamentos, faixas non-aedificandi) aplicam-se consoante jurisdição e estão assinalados na Planta de Ordenamento e no anexo V.(art. 77)
  • Captações de água subterrânea para abastecimento público têm zonas de protecção onde são interditas certas intervenções, conforme diplomas legais aplicáveis.(art. 72)

Procedures and execution

O plano regula execução por unidades de execução (UOPG), operações de loteamento, exigências de infraestruturação e mecanismos económicos para reclassificações, com prazos, caducidades e requisitos documentais nos anexos.

  • A concretização operacional faz‑se através do Programa de Execução e do Plano de Financiamento; prioridades de intervenção e formas de execução (UOPG, áreas a infraestruturar) são definidas no Programa de Execução.(art. 79; art. 3)
  • Áreas com execução programada (Áreas a Infraestruturar e UOPG) têm prazos e dotação de infraestruturas; a não concretização implica caducidade parcial/total da classificação urbana e inicia procedimentos de alteração.(art. 81)
  • Delimitação de unidades de execução deve garantir coerência funcional e visual; podem ser exigidas propostas de estruturação urbanística e tramitação pública nos termos dos termos de referência (Anexo VI).(art. 84; art. 3)
  • Operações de loteamento e equiparadas regem‑se por princípios de repartição da capacidade construtiva, dotação de áreas para dotações coletivas e regras de cedências e compensações previstas no regulamento e anexos.(art. 94; art. 95; art. 96)
  • O regime económico‑financeiro define parametrização e redistribuição de mais‑valias fundiárias, mecanismos perequativos (edificabilidade média, áreas de cedência, repartição de custos) e modalidades de afetação social ou monetária.(art. 86; art. 88; art. 92)
  • A execução de infraestruturas e a localização de infraestruturas e aproveitamentos energéticos exigem apreciação de benefícios/impactes e cumprimento de requisitos ambientais e condicionamentos legais.(art. 67; art. 68)
  • Transição: direitos legalmente protegidos (informações prévias, licenças, comunicações não rejeitadas) mantêm‑se, sujeitas a condições e caducidade previstas; revogações e entrada em vigor estão previstas nos artigos finais.(art. 104; art. 106; art. 107)

Confirmed parameters and rules

Rules and values Foral confirmed from the regulation, each with its source article.

  • Índice de utilização do solo (IU)0,6 m2/m2
    Artigo 31.º
  • Área de construção máxima (aldeamento)0,1 m2/m2
    Scope: Empreendimentos tipologia aldeamentoArtigo 34.º
  • Número máximo de pisos acima da cota de soleira3 pisos acima da cota de soleira, aplicável a equipamentos públicos ou de interesse público reconhecidos em solo urbano
    Scope: equipamentos públicos ou de interesse público em solo classificado como urbanoArtigo 35.º
  • Limite máximo de construção ao nível do piso 1 (piso térreo)30,0 m ao nível do piso 1 (piso térreo)
    Artigo 49.º
  • Construções permitidas dentro dos polígonos onde venha a ser permitida a actividadeNúmero máximo de 2 pisos acima da cota de soleira
    Scope: dentro dos polígonos em que venha a ser permitida a actividadeArtigo 14.º

Open the official regulation (DRE)

Frequently asked questions

Can one build on rustic land in Alfândega da Fé?

Not automatically. New housing on rustic land is as a rule tightly restricted and, in agricultural or forest classes, often prohibited — unless the Alfândega da Fé PDM makes an exception (rural settlement, a house tied to a farm, rural tourism, reconstruction of a pre-existence). RAN, REN, protected areas, flood zones or rural fire hazard can still block what the PDM would admit. A listing that says “construction is possible” does not replace the map or a PIP at the Câmara Municipal.

Is this PDM in force?

The operativity shown here comes from the ingested legal instrument, not from the status of a revision procedure. Always confirm in the official source.

How does one know the class of a specific plot?

These pages describe the concelho. The caderneta predial is not enough: «prédio rústico» in the tax register is not «solo rústico» in the PDM. Use Explore with the exact point, cross it with the regulation and, for a concrete proposal, file a PIP with the Câmara Municipal of Alfândega da Fé.

Are urbanism fees on this page?

No. Verified municipal deadlines and fees live on the Observatório fees page.

How can one be notified if the PDM changes?

Use Watch a plot to follow changes around a point. Foral notifies when relevant signals appear in official sources.

What can I build on a plot in Alfândega da Fé?

It depends on the plot's land class on the zoning map and on the rules in the Alfândega da Fé PDM regulation. On urban land, housing and other uses are admitted within the class parameters (area, height, setbacks, indices). On rustic land the use is more restricted and new housing is often conditional or prohibited. Only reading the specific plot on the map, cross-checked with the regulation and the constraints, confirms what is possible.

How much can I build on a plot in Alfândega da Fé?

Building capacity — floor-area and site-coverage indices, height and setbacks — is set by the PDM regulation for the plot's land class. These pages show the per-class parameters where confirmed; for a specific plot those values are confirmed on the map and in the regulation and, formally, through a pedido de informação prévia (PIP) to the Alfândega da Fé Câmara.

What is the difference between urban and rustic land in Alfândega da Fé?

Urban land is meant for urbanisation and building; rustic land protects agricultural, forest, natural or risk uses, and building is exceptional. A plot may be either in the PDM, regardless of what the caderneta predial says. The concrete class is read from the zoning map, not the tax register.

What are the most common constraints in Alfândega da Fé?

The constraints with most weight are the National Agricultural Reserve (RAN), the National Ecological Reserve (REN), Natura 2000 areas, flood zones and rural fire hazard. This page shows the percentage of each over Alfândega da Fé where cartography allows — otherwise it omits the figure rather than inventing one.

How do I file a pedido de informação prévia (PIP) with the Alfândega da Fé Câmara?

The PIP is filed with the Câmara Municipal of Alfândega da Fé, as a rule at the urbanism desk or the municipal portal, identifying the property and describing the proposal. The reply states whether the works are viable and under which parameters. It is the formal way to confirm what can be built before committing to a deal or a project.

Can I legalise or rebuild a house on rustic land in Alfândega da Fé?

A building with proven legal existence may, depending on the Alfândega da Fé PDM, be rehabilitated or reconstructed under conditions sometimes more accessible than a wholly new build. Legalising works without a permit depends on the regulation and the applicable constraints. Always confirm with the Câmara, preferably through a PIP.

How is rustic land reclassified as urban in Alfândega da Fé?

Reclassifying rustic land as urban is a decision of the Câmara Municipal within the plan, subject to strict RJIGT conditions (since 2025, as a rule contiguity with urban land and an affordable or public-housing component). It is not a landowner's right, nor is it obtained through an individual building request.

Where can I see the Alfândega da Fé PDM zoning map online?

This page brings together the zoning map — or the municipal boundary, where land-class cartography has not yet been ingested —, the constraints and the Alfândega da Fé PDM regulation, from official sources. For the original document, follow the link to the Diário da República (DRE).

Alfândega da Fé zoning map and building rules (PDM) | Foral